FELIZ NATAL -por Ana Simões – escritora de Joinville – AL

Amor vem a calhar.

A humanidade precisa redescobrir o amor. Renovar urgentemente a palavra respeito. Redescobrir o outro. Reinventar a admiração. Pesquisar a origem da palavra piedade. A palavra grega aqui é theosebeia, homens e mulheres piedosos, que possuem compaixão, dó, pena dos males alheios, comiseração, traduzidos tão bem no tão lido Aurélio. Ser piedoso para os outros como para si. Descobrir que a palavra egoísmo já traz em si, a raiz do mal e do descaso, e da omissão. Precisamos refletir sobre a liberdade. Eleutheria, o significado grego desta palavra estava relacionado à ausência de limitações e coações. Já a palavra libertas, de onde também se originou o termo liberdade do latim, significa “independência”. Em sua amplitude real e magnificamente humana. Nós estamos precisando de amor. Não só Natal ou novo ano que já se pronuncia, mas em todos os segundos da vida. O mundo precisa de loucos, loucos uns pelos outros. Loucura justa e necessária pelo semelhante, pelo próximo, pelo desconhecido, pelo distante , pelo amigo. Urge que seja sem ideologias, partidos, discordâncias. Que os nossos partidos sejam de causas, de intenções que gritam, de imenso respeito aos dessemelhantes e aos semelhantes. Que tomemos parte do partido Brasil, do partido mundo, do partido universo, do partido todos por um por todos. Como cidadãos do nosso país, das causas prementes do mundo, das remotas causas do mundo àquelas que flagelam , açoitam e exterminam, para que não mais flagelem, açoitem e exterminem. Somos humanos e não desumanos e como seres humanos neste mundo conturbado e repleto de rancor e ódio nos permita viver em paz, na tão almejada paz, a tão perseguida bonança.
A guerra nas suas mais diversas formas e manifestações espreita à vida, espiando afoita a oportunidade de dizer, venci. Natal e novo se iniciando urgem de humanidades. Dizer feliz Natal me soa quase como hipocrisia e de feliz ano novo também. É quase como dizer mudança e no ano seguinte falar continuidade. Então, digo sem nenhum receio, que os corações emanem vibrações de amor, para que ele conspire finalmente e decididamenre a favor. (Ana Simões em Como se vive o tempo). Dezembro/2019.

Publicado por associacaodasletras

Entidade que trabalha no fomento da escrita e da leitura.

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